Sindserj

Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro

Nota Oficial do Sindicato dos Sociólogos do Rio de Janeiro (SINDSERJ) e do Instituto de Sociologia do Rio de Janeiro (ISRJ).

A Intervenção Federal no Rio de Janeiro – RJ

O SINDSERJ e o ISRJ, em consonância com diversas entidades civis, manifestam-se contra o decreto presidencial que cria o Ministério Extraordinário de Segurança Pública no país e promove a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, entre outras medidas arbitrárias e ilegítimas anunciadas nesse mês de fevereiro de 2018. De imediato, defendemos com veemência que a “solução” para a segurança pública no Rio de Janeiro deve ser fruto de gestão política e não com base na repressão e na exceção. Há um vácuo político deliberado produzido no interior do governo do Sr. Pezão que só se limitou até o momento em entregar as empresas públicas do Estado para privatização, como a CEDAE, com promessas de benefícios sociais jamais cumpridas. Constata-se que o notório esvaziamento econômico do Rio não é obra casual, faz parte de um projeto que tem deslocado as grandes empresas e os recursos naturais regionais para o Estado de São Paulo. Exemplos não faltam: COMPERJ paralisado, os poços do pré-sal sendo oferecidos às empresas multinacionais, estaleiros estagnados, etc. Enfim, a paralização da Petrobras e subsidiárias significou a falência de diversas empresas locais e o desemprego de milhares de trabalhadores do setor. Todos estes fatores econômicos, com consequências sociais drásticas, comprovam que o governo do Sr. Pezao é um fracasso, acabando por tornar-se refém das Polícias Civil e Militar desprestigiadas. É crescente a quantidade de policiais que são presos por associação com o crime organizado, além da participação de comandantes dos batalhões de Polícia Militar; registrando-se o assassinato de comandantes que não participam do esquema. Tal cenário aponta para um estado de anomia generalizado na área de segurança pública fluminense. A morte da juíza de São Gonçalo Patrícia Accioli, em 2011, evidencia que não foi no Carnaval de 2018 que explodiu a violência urbana. É perceptível que a mídia corporativa deu ênfase a violência no Carnaval desse ano em virtude de agressões aos turistas e a população da zona sul do Rio. No entanto, a guerra é diária nas comunidades do Rio de Janeiro, com milicianos e traficantes melhor armados, com armamentos que passam pelas fronteiras do Rio, aeroportos, portos e nas estradas, e por oficiais das próprias Forças Armadas. Esse quadro evidencia os equívocos de uma política de guerra às drogas totalmente ultrapassada e que só beneficia a chamada “bancada da bala”. É preciso que a sociedade carioca e fluminense reflita sobre as possibilidades concretas de renovação dessa política criminosa, incorporando inovações já implementadas em diversos países.
Todos esses fatores em conjunto demonstram que não há solução para o Rio de Janeiro que não seja sustentada numa gestão política legitimada pelas urnas e pautada em desenvolvimento social integrado. As políticas neoliberais de Temer, Pezão e Crivella fracassam ao não enfrentar os problemas do desemprego, educação, saúde, saneamento, além da segurança. A crise da segurança é só a ponta do iceberg da crise social, política e econômica que vivemos. As Forças Armadas nas ruas não irão resolver esses problemas estruturais graves. Poderá, eventualmente, proporcionar uma sensação de segurança para a classe média e para as elites, mas, a população da periferia continuará sendo massacrada pelas políticas neoliberais e, agora, pela truculência de uma força de guerra treinada para matar e não para proporcionar a defesa do cidadão.
A intervenção federal, nunca promovida desde o Estado Novo (1937-45), é medida gravíssima e se constitui em mais uma ação inconstitucional do governo impopular do Sr. Michel Temer. Decreto que viola a Constituição vigente quando não convoca o Conselho da República e impõe interventor militar no Estado. Essas medidas palacianas, em acordo com um governo estadual totalmente desmoralizado junto a população fluminense e carioca, contribuem para o caos, e não apontam para a melhoria nas condições de vida da população. Em suma, tais medidas se constituem em manobra midiática, partidária e eleitoreira que merecem ser denunciadas, criticadas e esclarecidas.
O país, o Estado e o município do Rio de Janeiro mergulharam na maior crise da história e tem como responsáveis diretos um governo federal impopular questionado na sua legitimidade, um governo estadual que nasceu fracassado e uma prefeitura ausente, cujo prefeito, no momento de dificuldade da cidade, passeia pelo exterior com uma agenda nada transparente.
Escolas têm sido sistematicamente fechadas, as universidades estaduais UERJ, UENF e Uezo encontram-se abandonadas a sua própria sorte. A saúde em greve, com unidades sendo fechadas com total falta de condições de atendimento ao público. Servidores sem salários e perdendo direitos; calamidades na área da defesa civil; etc. O Rio de Janeiro, abatido por um temporal na quarta-feira de cinzas, até agora não voltou a normalidade, quando casas e ruas continuam alagadas e sem luz.
Todas essas crises demonstram que o estado se encontra numa situação de total abandono dos poderes públicos. Dentro desse quadro, o envio de tropas armadas para as comunidades pobres só contribuirá para corroer mais ainda as estruturas sociais e a Democracia tão combalida no país.
Multiplicando nosso espanto e indignação o Sr. Temer em entrevista para um veículo de comunicação, nessa última sexta-feira (16/2), afirmou que pode “suspender a intervenção federal” para votar a Reforma da Previdência e acabar com a aposentadoria dos trabalhadores. Está claro que essa intervenção se constitui em mais uma manobra para tentar angariar votos no Congresso Nacional e conquistar algum apoio popular.
A sociedade precisa se unir e enfrentar todas essas mazelas que deixam a população atormentada e sem perspectivas, entendendo que não há alternativas para o país fora da Democracia. A solução dos problemas não pode ser encontrada fora da participação democrática do povo do Rio de Janeiro.
O envolvimento crescente da Polícia e das Forças Armadas com o crime organizado no Rio vem sendo estampado nos jornais há anos. Da mesma forma como ocorreu em países como Colômbia, México, entre outros, o risco de desmoralização e corrupção das instituições de defesa e segurança é muito grande. Assim, colocar a “solução” nas mãos de quem está envolvido com o crime é piorar a situação, e permanecer muito distante da superação desse estado de coisas.

Diretoria do SINDSERJ e do ISRJ – Fevereiro de 2018.

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A Contee e a União Nacional dos Estudantes (UNE) estão preparando uma campanha conjunta contra a mercantilização da educação. “Sempre atuamos juntos, em defesa da educação pública, laica e de qualidade, mas o golpe que colocou Michel Temer na Presidência da República aumentou a ofensiva governamental-patronal contra o ensino público. Mais do que a unidade de propósitos, a unidade de ação se faz necessária neste momento”, afirmou o coordenador-geral da Contee, Gilson Reis. (mais…)

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ABRIL DE LUTAS

Rumo à Greve Geral, CTB Paraíba mobiliza sindicatos para o dia 28
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Para presidente da CTB, urgência na votação revela medo do governo diante da Greve Geral
A aprovação do regime de urgência para votação da lei da terceirização (PL 6787/16) nesta quarta-feira (19) foi mais um passo na escalada governista contra os direitos trabalhistas e sociais dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros(as).
Com a decisão do plenário da Câmara, direitos como férias, 13º salário, jornada de trabalho, todas as leis contidas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) estão sob ameaça. E, por isso, é hora de reforçar a convocatória da Greve Geral.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em um movimento unificado com as outras principais centrais sindicais brasileiras, já se mobiliza em suas bases para construir uma grande paralisação Nacional no dia 28 de abril e atos e manifestações em todo o país no Dia do Trabalhador, no 1º de Maio.

Confira:

25/04 terça-feira
06:00 – Manifestação no Aeroporto de Brasília
10:00 – Manifestação na Câmara dos Deputados – Votação da Reforma Trabalhista
26/04 – Vigília na Câmara dos Deputados
28/04 – Greve Geral
01/05 – Manifestações em todo o Brasil
02/05 – OCUPA BRASÍLIA – Concentração em Brasília com acampamento e manifestações permanentes no Congresso Nacional contra a subtração de direitos e a precarização do trabalho e contra o desmonte da Previdência Pública.

Portal CTB

Link: http://portalctb.org.br/site/noticias/brasil/32257-centrais-lancam-agenda-do-abril-de-lutas-rumo-a-greve-geral

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11
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O FIM DO SONHO AMERICANO

Requiem para o sonho americano: Noam Chomsky e os princípios da concentração de riqueza e poder

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11
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Esclarecimento

INFORMAMOS QUE O SINDSERJ – SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NÃO ESTÁ ARRECADANDO O IMPOSTO SINDICAL (CONTRIBUIÇÃO SINDICAL). NOSSA ARRECADAÇÃO É PROVENIENTE DE MENSALIDADES DOS ASSOCIADOS.

Atenciosamente,

Nilton Soares de Souza Neto
Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro

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